Na aula que passou, provoquei os calouros com as perguntas: eu escrevo para quê? Por que eu escrevo? E para que e por que eu escreverei? Qual é a minha história com a escrita?
De presente, ofereço a ‘resposta’ poética de Paulo Leminski:
Razão de ser
Escrevo. E pronto.
Escrevo porque preciso,
preciso porque estou tonto.
Ninguém tem nada com isso.
Escrevo porque amanhece,
E as estrelas lá no céu
lembram letras no papel,
quando o poema me anoitece.
A aranha tece teias.
O peixe beija e morde o que vê.
Eu escrevo apenas.
Tem que ter por quê?
(LEMINSKI, Paulo. Melhores poemas de Paulo Leminski. Seleção Fred Góes e Álvaro Marins. 4.ed. São Paulo: Global, 1999. p.133
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No próximo post, as respostas dos alunos. E você? Por que e para que escreve?
2 respostas até agora ↓
Lais maisck-Direito c // Março 3, 2008 às 1:43 am
Escrevo para em expresssar é a minha maior paixao imensuravel e imortaL, escrevo para dizer a que vim e pq vim…para deixar registro do q eu fuii e do que era e é meu conteudo, meu eu…minha alma e minha cara
Duda // Junho 21, 2008 às 12:43 pm
Leminski é um dos meus preferidos… mas assusta-me a idéia da não-finalidade ou do despreendimento absoluto. Minha resposta seria bem parecida com isso:
“(…) Investigue o motivo que o manda escrever; examine se estende suas raízes pelos recantos mais profundos de sua alma; confesse a si mesmo: morreria, se lhe fosse vedado escrever?(…) Se for afirmativa (…) Sua vida, até em sua hora mais indiferente e anódina, deverá tornar-se o sinal e o testemunho de tal pressão.(…)” Rilke