Seiscentos cafés

Tem que ter carne

Fevereiro 14, 2007 · Deixe um Comentário

TEM QUE TER CARNE

         Ao contrário do que o leitor deve estar pensando só por ler o título, não sou nenhum antivegetariano ou coisa parecida. Gosto muito de carne e não dispenso um bom churrasco, mas não é da carne própria para degustação à qual estou me referindo.
Falo da carne humana. E o leitor, rapidamente, imagina que sou canibal. É interessante a forma com que identificamos as palavras e o cérebro as codifica e transforma as nossas opiniões.

          Mas a carne humana, pelo menos para mim, não serve para ser comida. Quando me manifesto e afirmo que mulher boa é mulher que “enche uma cama”, é mulher que tem carne, que tem onde pegar, digo que o estereótipo de manequim não vale de nada. Ah… Até hoje a propaganda do sabonete Dove me traz boas lembranças. Aquelas modelos “cheinhas”, “rechonchudinhas” e, simplesmente, lindas.

          Não estou aqui para defender mulheres obesas. Quero defender aquelas que não se preocupam em ter o corpo da Galisteu ou da Gisele Bundchen. Não acredito nesse “modelo de modelos” que as revistinhas semanais colocam na capa: “Tenha o corpo da Ana Paula Arósio”, “Sinta-se como a Altenhofen”. Essas revistas enchem o saco completamente, e olha que o meu só agüenta o peso de duas bolas. Pára com isso!

            Mulher, para mim, tem que ter carne. Eu preciso apertar, mordiscar. Será que só eu sinto prazer no pegar? Mulher tem que ter aquela gordurinha a mais, pois é o que dá charme. Não me preocupo com estrias, celulite, gordura localizada, etc. Me preocupo com a academia, com a quantidade de abdominais, flexões e pedaladas. Não me preocupo se o manequim é 42 ou 44. Me preocupo com um novo número inventado pela indústria têxtil norte-americana: ZERO. Imagino a propaganda dizendo “As anoréxicas estarão sempre na moda. ZERO no manequim, ZERO de gordura, ZERO de açúcar, ZERO de energia, ZERO de saúde…”

            Eu teria medo de transar com uma mulher dessas. Imagino desmontando aquela estrutura puramente óssea, ficando sem saber remontar pois não há manual de instruções. Modéstia à parte, eu tenho um fogo dos diabos. Quando tem carne, ninguém me segura.

             Eu não tenho um padrão definido de “rechonchudez”, não precisa ser muito, mas tem que ter carne. Para apertar, mordiscar…

Cleber Silva

(Cleber escreve aqui: http://www.acarajeenvenenado.blogspot.com/)

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Mais um poeta

Fevereiro 14, 2007 · 4 Comentários

Mais um poeta

 

Às vezes me pergunto

se sou poeta de nascença

ou será que sou poeta de sobrevivência?

Pois só a poesia me faz viver,

desperta-me para o amanhecer,

livra-me da angústia de amores

e paixões mal resolvidas,

limpa meu coração,

ilumina minha alma.

Por isso, mais do que poeta

de nascença ou de sobrevivência ,

eu sou o fruto da poesia,

sou um poeta do amor

da vida, da ilusão.

Sou poeta por necessidade

de escrever e desabafar,

colocar para fora

meus sentimentos sufocados.

Por isso sou poeta.

Sim, sou mais um poeta!

 

Sara Regina 

(Sara publica suas fotos aqui: www.olhares.com/saramoby )

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